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Aug. 24, 2017, 12:06 p.m.
Reporting & Production
LINK: www.theguardian.com  ➚   |   Posted by: Shan Wang   |   August 24, 2017

É um momento turbulento para os alt-weeklies [veículos alternativos publicados semanalmente] norte-americanos. O anúncio do histórico Village Voice na 3ª feira (19.ago.2017) de que iria acabar com a edição impressa estimulou muitos elogios, além de diversas análises e histórias orais. No entanto, a mudança do Village Voice vem após uma série de outros fechamentos dos alt-weeklies: apenas no mês passado, o City Paper, de Baltimore, e Knoxville Mercury, do Tennessee (este último como um substituto do Metro Pulse, fechado em 2014), disseram adeus com apenas uma semana de diferença um do outro.

Atualmente, existem pouco mais de 100 veículos semanais alternativos e gratuitos, que continuam sendo publicados nos EUA (o Village Voice, é claro, continuará a publicar a versão on-line). Então, o que as cidades perdem quando esses veículos fecham? E quais alternativas digitais surgiram após o fechamento? As substituições digitais trazem dificuldades, explica David Dudley, do Atlantic City Lab:

“A contribuição que o Voice e veículos semelhantes deram aos leitores foi algo mais importante do que uma simples coleta semanal de informações: eles serviram como mediadores críticos de informações e fofocas regionais. Dailies talvez tenham lhe dito o que estava acontecendo; Alt-weeklies ajudou a tornar as pessoas locais, ou seja, criou uma tropa irritada, mas unida por entusiasmos e queixas comuns. A mídia alternativa era um arquivo informal que representava a identidade da cidade, era um catálogo de desprezo que limitava a visão da população. E essa parte do seu papel, como se vê, é muito mais difícil de se substituir na era digital … O veículo realmente funcionou como uma espécie de espaço comum urbano, um lugar onde todos os moradores sentiram que tinham ganho uma visão mais próxima das suas opiniões. A migração para o digital e o surgimento das mídias sociais diminuíram a audiência e as startups on-line que surgiram a partir daí, não foram capazes de remontá-las”.

Ainda assim, algumas das referências que compunham os alt-weeklies migraram para o on-line, em parte porque muitas dessas vozes, que eram em geral de gente mais nova, já eram acostumadas a trabalhar em alt-weeklies, disse o diretor executivo da LION, Matt DeRienzo, à Poynter: “Alguns sites independentes, de notícias locais, compartilham do DNA dos alt-weeklies –são livres para produzirem conteúdos investigativos que com contrapontos aos erros da grande mídia e servem como um guia para as artes, o entretenimento e a cultura de suas comunidades”.

O Tyler Loop, que é uma publicação local em Tyler, no Texas, foi lançado por 2 jornalistas com experiência nacional. Espera tornar-se um desses veículos alternativos. O co-fundador Tasneem Raja disse ao Nieman Lab em abril:

“Quando começamos a pensar no que queríamos ver, apenas para nós mesmos, como moradores de Tylor, passamos a considerar que a cidade precisava de algo parecido com um alt-weeklies: é o lugar da cidade que abordará questões como desigualdade de renda, segregação e problemas ambientais. Então, não teremos mais o, ‘Ei, essas coisas apenas acontecem’, mas será ‘Ei, isso aconteceu, é por isso que você deveria se importar, e aqui está o contexto maior’.

Para as representantes on-line das alt-weeklies, crowdfunding e o fato de serem não possuírem fins lucrativos substituíram o modelo de sustento por anúncios que mantém os alt-weeklies impressos gratuitamente:

O Instituto Baltimore para o Jornalismo Sem Fins Lucrativos foi lançado no início deste mês pelos editores da City Paper, Baynard Woods e Brandon Soderberg, juntamente com o apresentador de rádio Marc Steiner. O crowdfunding [financiado pela público] para substituir o City Paper arrecadou cerca de US$ 4.700 até agora. Segundo a equipe, os recursos não serão usados para “comprar um prédio ou alugar um escritório ou pagar uma grande equipe”.

O projeto também produz um esforço similar em Boston. Após o fechamento da Phoenix em 2013, Chris Faraone, editor da Dig Boston e co-fundador do Boston Institute for Nonprofit Journalism tem lutado para financiar o seu alt-weekly. Nos 2 primeiros anos, ele arrecadou cerca de US$ 250.000.

A mil milhas de distância, em Little Rock, a editora Lindsey Millar olha para a organização sem fins lucrativos de Faraone como modelo para ela própria, uma cisão do Arkansas Times. O alt-weekly é “a única voz progressiva”, diz Millar. “Muitas pessoas não nos lêem por princípio”.

The Portuguese version of this story first appeared in Poder360. Translation by Lucas Valença.

The death of the newspaper business, by Thomas Hawk. Used under a Creative Commons license.

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